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Um corpo com sinais de violência foi encontrado no Rio Pequeno, na zona oeste de São Paulo, na noite de quinta-feira, 22. Esse é ao menos o 14º caso registrado na capital e na região metropolitana desde o início de setembro.

A Polícia Militar afirmou que foi acionada por volta das 20h50 para atender a uma ocorrência de encontro de cadáver na Rua Paulo da Silva, na altura do número 154.

No local, os agentes encontraram um corpo amarrado. A área foi isolada para a realização da perícia. O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

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Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso do corpo encontrado no Rio Pequeno. Foto: Reprodução/Google Street View
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Na quinta-feira, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, afirmou, em um vídeo publicado nas redes sociais, que 13 casos tinham sido registrados, mas que não havia nenhum indício de que tivessem sido cometidos pela mesma pessoa, descartando a possibilidade de atuação de um “serial killer” (assassino em série).
Embora Nico tenha afirmado que 13 casos foram registrados, veículos de imprensa têm citado números diferentes, contabilizando até 20 corpos encontrados desde o início de setembro.
Questionados nesta sexta-feira, 23, sobre as divergências nos dados, Nico, o delegado-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Arthur Dian, e a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, não responderam. A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) também foi procurada e não respondeu. O espaço segue aberto.
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No vídeo publicado por Nico na quinta-feira, Dian e Ivalda também falam sobre os crimes. Segundo Dian, todos os casos estão sendo investigados individualmente e, a partir da compilação dos resultados das investigações, a corporação também verifica possíveis semelhanças entre eles, mas nenhuma foi encontrada até o momento. “Nenhuma hipótese é descartada, porém nós estamos trabalhando para esclarecer todos os casos que nós tivemos conhecimento”, disse.
Nico acrescentou que os casos também têm suspeitos diferentes e que alguns mandados de prisão preventiva já foram expedidos, sem especificar números. Até a última semana, a Justiça de São Paulo já havia decretado a prisão temporária de três suspeitos por envolvimento em algumas das mortes.
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Uma das hipóteses investigadas é que o trio atuaria no chamado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC), espécie de Justiça paralela da facção.
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Ivalda afirmou que, até o momento, as investigações apontam que os casos tiveram motivações diferentes. Entre as situações apuradas estão crimes sexuais e casos relacionados ao tráfico de drogas.
Nas últimas semanas, usuários têm levantado nas redes sociais a hipótese de que as ocorrências estariam ligadas à atuação de um possível “serial killer”, sobretudo por conta da brutalidade dos casos. Algumas postagens sobre isso viralizaram em plataformas como TikTok e Instagram. Essa linha, porém, é descartada pela Polícia Civil.
“Não existe nenhuma evidência de que um serial killer está agindo em São Paulo”, disse Ivalda em um vídeo publicado nas redes sociais no início deste mês.
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Segundo a delegada, são casos com dinâmicas diferentes, que foram reunidos nas redes sociais porque alguns dos corpos encontrados estavam em sacos, cobertores ou tecidos. “Esse tipo de acondicionamento infelizmente é recorrente para transportar e ocultar cadáveres. Mas, isoladamente, não constitui a assinatura de um criminoso”, disse.


