São Paulo – O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 156 denúncias relacionadas a casos de assédio eleitoral em toda a região metropolitana de São Paulo desde o início da campanha eleitoral, em 16 de agosto, até esta sexta-feira (23/10).De acordo com o órgão, 110 denúncias foram feitas sem repetição, ou seja, contra empregadores diferentes. A capital paulista registrou o maior número de denúncias, com 90. Na sequência, aparecem São Bernardo do Campo, com 18; Guarulhos, com 17; Barueri, com 16; Santos, com 10; e Mogi das Cruzes, com 5.Em todo o estado de São Paulo, no mesmo período, foram 277 denúncias, das quais 217 foram feitas sem repetição.Veja o que pode configurar assédio eleitoral:Pressionar funcionários a votar em determinado candidato;Ameaçar demissão ou prejuízo profissional por causa do voto;Condicionar benefícios, promoções ou a manutenção do emprego a uma posição política;Usar grupos corporativos para pressionar trabalhadores;Criar um ambiente de intimidação por opiniões políticas;Usar uma posição hierárquica para tentar influenciar o voto.Os casos podem resultar em pedidos de indenização por danos morais, investigações do MPT e ações civis públicas, a depender das circunstâncias e da abrangência da conduta. As denúncias podem ser feitas no próprio site da Promotoria do Trabalho. Leia também Demétrio VecchioliMPT dá 24h para Prefeitura de SP explicar denúncia de assédio eleitoral BrasilBrasil já registrou 663 denúncias de assédio eleitoral neste mês Vinicius PassarelliMPT faz recomendações a OS após relatos de assédio eleitoral de ex-prefeito Em São Paulo, o MPT notificou o município de São Bernardo do Campo em setembro após receber denúncias e colher depoimentos que apontam para uma suposta prática de assedio eleitoral disseminada em diferentes setores da prefeitura.A promotoria também pediu esclarecimentos à Prefeitura de São Paulo após uma reunião em que o prefeito Ricardo Nunes (MDB) convocou servidores comissionados para atuarem na campanha do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). A reunião aconteceu em um imóvel nos Jardins que serviu de comitê de campanha do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).










