Quem acompanha a internet brasileira sabe que, entre 2019 e 2021, algo mudou no universo dos quadrinhos por aqui. Títulos como Solo Leveling, Tower of God e Omniscient Reader’s Viewpoint começaram a aparecer em fóruns, grupos de WhatsApp e recomendações no YouTube — e rapidamente conquistaram uma legião de fãs que, até então, conhecia principalmente os mangás japoneses. Esse movimento não aconteceu por acaso. Ele acompanhou a chamada Onda Hallyu, que levou a cultura coreana para o mundo por meio do K-Pop, dos K-Dramas e de filmes como Parasita. A Coreia do Sul passou a ganhar destaque não só na música e na televisão, mas também no mercado de entretenimento visual. E os quadrinhos digitais fizeram parte dessa expansão. Hoje, o mercado de quadrinhos coreanos movimenta mais de 1,2 bilhão de dólares por ano. As plataformas digitais crescem no Brasil a cada mês, e essas obras são frequentemente adaptadas para séries e filmes. Muitas pessoas ainda acham que “mangá” é o nome para todos os quadrinhos que vêm da Ásia, mas a realidade é bem diferente!Mangá: O mais antigo e conhecido do público brasileiro. O termo japonês para “quadrinho” ficou popular no Brasil nos anos 2000, impulsionado por animes na TV e por títulos como Dragon Ball e Os Cavaleiros do Zodíaco.Suas características são bem definidas: leitura da direita para a esquerda, arte predominantemente em preto e branco, e publicação em volumes físicos ou revistas. As origens do formato remontam ao século XII, mas o mangá moderno — com narrativa sequencial e personagens fixos — surgiu no início do século XX e foi consagrado por Osamu Tezuka, o criador de Astro Boy, nos anos 1940.Manhwa: É simplesmente o nome em coreano para “quadrinho”. Fora da Coreia do Sul, o termo é usado para identificar obras produzidas no país. A principal diferença em relação ao mangá está na leitura: os manhwas seguem o sentido ocidental, da esquerda para a direita, por conta do alfabeto coreano (hangul). O primeiro manhwa registrado é uma charge política de 1909 — portanto, a história coreana dos quadrinhos tem mais de um século.Manhua: Segue a mesma lógica: é o nome chinês para “quadrinho”, e o termo é usado para identificar obras produzidas na China e em Taiwan. Assim como os manhwas, os manuhas são lidos da esquerda para a direita e costumam ser coloridos. Títulos como Martial Peak e Tales of Demons and Gods são exemplos populares no Brasil.Webtoon: Aqui está a maior confusão — porque webtoon não é uma nacionalidade, mas um formato de publicação digital. Criada no início dos anos 2000 na Coreia do Sul por plataformas como a Naver, a webtoon foi desenvolvido especificamente para smartphones:Ou seja: um manhwa pode ser publicado no formato webtoon, mas nem todo webtoon é um manhwa. Existem webtoons americanos, brasileiros e franceses, por exemplo. O formato é a revolução, a origem é outra conversa.Webcomic: É o termo mais amplo de todos. Refere-se a qualquer quadrinho publicado na internet — independentemente do país de origem ou do estilo visual. A diferença em relação ao webtoon está na estrutura: a webcomic preserva o formato tradicional de páginas e quadros bem delimitados, sem o scroll vertical. É um quadrinho digital, mas não necessariamente otimizado para celular.Além da Onda Hallyu, três fatores explicam o boom:Acessibilidade. Não é preciso comprar volumes físicos nem esperar a chegada de uma encomenda. A leitura acontece no celular, no ônibus, no intervalo do almoço — com modelos gratuitos ou de baixo custo.Visual envolvente. A arte limpa, as cores vibrantes e o ritmo acelerado do scroll criam uma experiência de leitura fluida e viciante. As cenas de ação, em especial, ganham uma nova dimensão no formato vertical.Adaptações para outros formatos. Manhwas como Itaewon Class, Business Proposal e All of Us Are Dead viraram séries de sucesso. Isso cria um ciclo: quem assiste à série descobre o original, e quem lê o original acompanha a adaptação.O mercado de quadrinhos digitais está em plena expansão — e o Brasil já é um dos maiores consumidores fora da Ásia. Se você ainda não mergulhou nesse universo, talvez seja a hora de baixar um aplicativo e começar pelo começo: escolha um título, deslize a tela para baixo, e veja onde a história te leva.✅Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Do papel ao scroll infinito: Manhwa, Mangá e Webtoon — entenda a diferença de uma vez por todas
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Webtoons no NAVER Webtoons Marina Barros
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Webtoons no portal Manta. Marina Barros
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