Igor Gadelha

Ala do PL no Senado avalia que aposentadoria antecipada de alguns ministros do STF seria uma solução mais pacífica que impeachment

Gustavo Zucchi

12/10/2026 05:00

Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela

Uma ala do PL, partido que terá a maior bancada do Senado a partir de 2027, avalia que a aposentadoria antecipada de ministros do STF seria uma solução melhor que o impeachment de magistrados.

A leitura de senadores do partido é de que a aposentadoria antecipada seria um caminho “mais pacífico” para o país, mesmo em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) à frente da Presidência.

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O ministro do STF Flávio Dino
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Alexandre de Moraes, ministro do Supremo
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Podemos anunciou, nesta quinta-feira (8/10), o apoio formal ao candidato
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A saída seria semelhante à adotada por Luís Roberto Barroso em 2025. Aos 68 anos, o ministro ainda teria mais sete anos no Supremo, mas optou por deixar o cargo de ministro antecipadamente.
Para senadores do PL, os ministros Alexandre de Moraes, principal alvo dos bolsonaristas, e Flávio Dino, aliado de Lula, poderiam seguir esse caminho, evitando o desgaste de um impeachment no Senado.
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Moraes tem 57 anos. Em tese, pode permanecer no Supremo por mais 18 anos, até completar 75 anos, idade da aposentadoria compulsória. Dino, por sua vez, tem 58 anos e pode ficar no STF até 2043.
Bolsonaristas acreditam, contudo, que Dino deve deixar a Corte antes. A aposta é de que o ministro pode voltar à política para ser o sucessor de Lula como candidato da esquerda ao Palácio do Planalto no futuro.
A partir de 2027, o PL terá 28 senadores, o equivalente a um terço dos 81 membros do Senado. Por conta disso, o partido de Flávio pretende reivindicar o comando da Casa.


