Pronunciamento em Nova York reuniu declarações sobre soberania nacional, regulação de inteligência artificial e críticas à atuação do Conselho de Segurança

22 set 2026 - 11h59

(atualizado às 12h09)

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- Por: Portal Terra

Resumo

Lula destacou na ONU a importância da soberania, da regulação de tecnologia, criticou a ineficácia da ONU em conflitos globais e reafirmou o compromisso do Brasil com a diplomacia e a exploração responsável dos recursos naturais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu o debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (22), em Nova York, nos Estados Unidos, com declarações enfáticas sobre soberania, tecnologia e governança global.

Lula discursa na ONU

Foto: Reprodução/YouTube/Nações Unidas

Em sua fala de abertura diante dos chefes de Estado, o mandatário brasileiro direcionou críticas à paralisia dos organismos multilaterais e estabeleceu posicionamentos sobre a economia digital e a exploração de recursos estratégicos.

Ao abordar a autonomia política da América Latina, o presidente afirmou:

"O Brasil não cabe no quintal de ninguém. Precisamos de parceiro com uma agenda positiva que fomenta o desenvolvimento. Diferenças ideológicas não devem ser obstáculos para maior integração entre vizinhos."

Sobre a exploração mineral e a transição energética, ele declarou:

"Nossas riquezas naturais pertencem ao povo brasileiro e é em benefício deles que serão exploradas."

Em relação à segurança pública e à vigilância territorial, Lula pontuou:

"Estamos preparados para enfrentar as organizações criminosas que aterrorizam nossas comunidades [...] Mas não vamos terceirizar a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo. Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas."

Ao mencionar a democracia, disse:

"A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém, ninguém, nos afastará desse caminho. Que Deus nos abençoe a todos. Muito obrigado".
Lula também falou sobre a Venezuela:
"A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos. O povo venezuelano merece definir o próprio destino."
Na pauta tecnológica, o presidente destacou:
"Seria uma omissão histórica imperdoável não enfrentar o desafio da regulação das big techs e da inteligência artificial."
Lula também mencionou o sistema financeiro nacional e assegurou:
"Não vamos ceder às pressões de multinacionais que querem privatizar o nosso Pix."
Ao tratar da eficácia das Nações Unidas, o petista disse:
"A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exercíto, nem arsenais, nunca foi tão pequena. Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre seu papel."
A respeito da guerra entre Rússia e Ucrânia, o mandatário afirmou:
"A guerra não é a continuação da política por outros meios, é a falência total da política".
Ao falar em negacionismo, Lula disse:
"É hora de retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo. A natureza nos recorda a cada dia que o planeta é um só."
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Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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