Mirelle Pinheiro

O método é conhecido como phishing, quando criminosos criam páginas ou mensagens falsas para obter dados das vítimas

Mirelle Pinheiro
23/09/2026 07:56
Divulgação/PCERJ
Sites falsos que imitavam páginas de universidades ofereciam notebooks, viagens de formatura e descontos em mensalidades para enganar estudantes e cobrar uma taxa inexistente. O esquema é alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (23/9).
A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) cumpre mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Espírito Santo. Segundo a investigação, seis sites foram criados usando referências e a identidade visual de faculdades ligadas a uma empresa de educação superior.
As páginas tinham aparência semelhante à dos sites oficiais. Ao entrar, os estudantes eram levados a fornecer dados pessoais e informados de que poderiam receber brindes ou vantagens, como notebooks, viagens de formatura e descontos nas mensalidades.
Para conseguir o suposto benefício, porém, precisavam pagar uma “taxa de administração” por Pix. A cobrança era falsa, segundo a polícia.
O golpe teria funcionado entre junho e julho de 2025. A investigação começou depois que a empresa responsável pelas instituições de ensino procurou a polícia ao descobrir que sua marca estava sendo usada sem autorização.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle Pinheiro
A DRCI identificou seis domínios relacionados à fraude. O método é conhecido como phishing, quando criminosos criam páginas ou mensagens falsas para obter dados das vítimas ou induzi-las a fazer pagamentos.
O dinheiro pago pelos estudantes passava por plataformas de pagamentos instantâneos e era direcionado a duas empresas identificadas na investigação. A análise financeira encontrou um grande volume de transações consideradas atípicas, algumas descritas como “rematrícula” e “recarga”.
Os investigadores também encontraram várias operações que não chegaram a ser concluídas e pedidos para devolução de valores.
O cruzamento dos dados financeiros e digitais levou a um homem apontado como possível beneficiário do dinheiro. Segundo a investigação, ele tentou sacar valores usando uma chave Pix vinculada ao próprio CPF.


