O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) divulgou seu relatório preliminar detalhando como um avião de carga da Amazon ultrapassou a pista do Aeroporto Internacional de Miami no mês passado, matando cinco pessoas que estavam em uma van, em um estacionamento externo.O relatório de 12 páginas divulgado pelo NTSB nessa quinta-feira (1) não apresenta uma possível causa para o acidente com o Boeing 767 em 6 de setembro, mas oferece detalhes sobre a velocidade da aeronave e como ela saiu da pista.Segundo o relatório, o avião pousou a cerca de 3.750 pés após a cabeceira da pista de 9.360 pés, a uma velocidade de 160 nós, ou cerca de 184 mph.A aeronave chegou ao final da pista a cerca de 210 km/h antes de sair do asfalto e ir para a grama, colidindo em seguida com uma van que transportava funcionários de uma empresa de limpeza de aviões e um SUV, parando finalmente a cerca de 365 metros do asfalto, segundo o relatório.Cinco dos sete funcionários da empresa de limpeza morreram e outras cinco pessoas ficaram feridas, incluindo o motorista do SUV. Os dois pilotos não sofreram ferimentos graves.A última velocidade registrada da aeronave em relação ao solo foi de aproximadamente 75 mph, logo após ela ter atravessado uma cerca perimetral e cruzado a Northwest 67th Avenue.“Podemos afirmar que eles estavam acima da velocidade normal de pouso”, disse Willard Shepard, advogado especializado em aviação e piloto de caça aposentado da Força Aérea. “Eles simplesmente não conseguiram parar a tempo de chegar ao final da pista.”Os dados de um dos gravadores de voo mostraram que os freios aerodinâmicos da aeronave permaneceram recolhidos e os reversores de empuxo não foram acionados durante o pouso e a corrida de decolagem, segundo o relatório.“Esses dispositivos são cruciais para reduzir a velocidade da aeronave e a distância de pouso, e, como eles já haviam pousado a uma distância considerável da pista, não havia muito espaço para parar”, disse Shepard. “Não temos informações sobre o motivo pelo qual eles não foram acionados, se foi uma falha manual ou se houve algum problema de manutenção. Não sabemos disso neste momento.”Os freios das rodas foram acionados manualmente a uma velocidade de 168 mph (270 km/h), mas os pedais de freio foram liberados cerca de oito segundos depois, quando a velocidade caiu para 138 mph (222 km/h), e o “ângulo de resolução do acelerador para ambos os motores aumentou para os valores de empuxo de arremetida”, com cerca de 930 pés (283 metros) de pista restantes, segundo o relatório.Aproximadamente quatro segundos depois, os freios das rodas foram acionados novamente, restando cerca de 126 metros de pista, e o avião saiu da pista, segundo o relatório.O relato, informa reportagem da NBC Miami, coincide com informações divulgadas anteriormente pelo NTSB, que afirmavam que um dos pilotos tentou avisar o outro de que estavam indo rápido demais durante a aproximação para o pouso e que o avião tocou o solo de forma desajeitada e tentou decolar brevemente antes da queda.Um resumo das gravações de voz da cabine, compilado pelo NTSB, afirmou que o outro piloto nunca deu “uma resposta verbal consistente” aos avisos.O relatório preliminar inclui um resumo das gravações da cabine de comando dos últimos minutos do voo, nas quais houve uma série de alertas automáticos da aeronave sobre a velocidade de descida e a aproximação do terreno.O relatório também inclui informações sobre o clima e o vento na área durante o pouso, indicando que os sensores registraram ventos de 17 nós, ou 19,5 mph, com rajadas de até 30 mph no momento do pouso, devido à chegada de tempestades à região.O relatório afirmou que o controlador autorizou o pouso da aeronave, “mas não forneceu informações sobre o vento”.“De acordo com a Ordem JO 7110.65BB da FAA, intitulada ‘Controle de Tráfego Aéreo’, tanto a direção quanto a velocidade do vento devem ser informadas ao autorizar o uso de uma pista quando houver componente de vento de cauda”, diz o relatório.A investigação sobre a causa do acidente está em andamento.Após o acidente, a Amazon suspendeu sua parceria com a 21 Air , a companhia aérea de carga que operava o voo, e vários familiares das pessoas mortas ou feridas no acidente entraram com ações judiciais .✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp









