O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu neste sábado (19/9) que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ter um mandato temporário de, no máximo, 15 anos, e seguir um código de ética.“Eu sempre defendi mandato [a ministros do Supremo]. Nada deve ser vitalício. A alternância é saudável. É mandato, como na Europa. 10 anos, 12 anos, que seja, no máximo 15”, disse Alckmin em entrevista coletiva em Ribeirão Preto (SP).Atualmente, os ministros que tomam posse no Supremo exercem o cargo de forma vitalícia até atingirem 75 anos de idade – quando há a aposentadoria compulsória.O candidato à reeleição na chapa de Lula (PT) afirmou que é preciso criar um código de ética aos magistrados, “para estabelecer o que pode e o que não pode”, e elogiou a atuação do presidente do STF Edson Fachin em determinar a retirada do sigilo dos autos do Caso Master.“Entendo que o ministro presidente Fachin teve uma medida correta quando disse: ‘Vamos derrubar sigilo’. Nada deve ser escondido. A transparência é essencial na vida pública, e quanto maior a responsabilidade, maior a autoridade, maior deve ser a sua prestação de contas”, afirmou. Leia também BrasilMendonça inclui Alckmin em ação de Flávio contra Durigan e Lula no TSE São PauloAlckmin pede investigação sobre Tarcísio e Master: “Traga a verdade” BrasilMendonça barra “Rap do Silva” de Lula por não citar Alckmin EconomiaTarifaço é injusto, mas não vamos sair da mesa de negociação, diz Alckmin Alckmin disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez a primeira reforma do Judiciário, em 2004, e afirmou que o petista “vai fazer a segunda”.“O presidente Lula fez a primeira reformar do Judiciário. Quando o ministro da Justiça era Márcio Thomaz Bastos. Ele fez o CNJ [Conselho Nacional de Justiça] e o CNMP [Conselho Nacional do Ministério Público], para que você tivesse um órgão externo de controle. Vai fazer a segunda, vai trabalhar para ajudar a gente a ter uma outra importante reforma”, disse.Alckmin endossou o posicionamento de Lula quanto a ministros supostamente envolvidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, e pediu que “investigue-se, independente de quem é”.








